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Vestir a capa de super mãe para ir à guerra

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Faz hoje uma semana que vestimos a capa de “Super Mãe” para derrotar um inimigo invisível mas que deixa marcas de guerra, essas sim bem visíveis!

Vamos todos confessar que quando entrámos em 2020 imaginámos que, como em todos os anos, iríamos ter grandes desafios pela frente, e embora fosse por esta altura que se começava a ouvir falar do inimigo, nunca pensámos que ele ia ser o nosso mais perigoso e temível desafio!

À medida que as primeiras notícias apareciam, e que davam conta da aproximação do “Sacaninha” do Coronavírus, o nosso estado de alerta começou a aguçar e, apesar de tentarmos seguir o nosso dia-a-dia dentro da normalidade, a ameaça era evidente e estava a chegar até nós.

Começaram os primeiros casos, as primeiras recomendações, o primeiro encarar da realidade. Sim a realidade de ele que tinha passado a nossa fronteira e que agora estávamos na linha da frente deste combate.

Tudo para casa! Sim a medida mais eficaz, mas e agora como vai ser? Não me digam que nesta semana já não vos passou várias vezes pela cabeça “como éramos felizes antes disto acontecer”, não querendo com isto dizer que não estou a gostar (em parte) desta experiência de viver 24h sob 24h com os meus dois filhos (um de 9 meses outro com 5 anos), mas convenhamos que o desafio tornou-se muito maior que aquilo que parecia.

Entre quatro paredes vemo-nos obrigadas a assumir vários papeis. Acordamos, somos a mãe que os levanta, lhes dá o pequeno almoço e define com eles o plano do dia. Depois assumimos o papel de professoras/educadoras e tentamos criar uma rotina semelhante à que eles vivem nas escolas para que não percam o interesse por aprender e para continuar a estimular aqueles pequenos cérebros que, quiçá, serão os cérebros que daqui a uns anos vão saber erradicar os “Sacaninhas” num piscar de olhos e evitar que momentos como este que estamos a viver se repitam.

Não falo na primeira pessoa, porque o meu mais velho ainda está no pré-escolar, mas tenho me apercebido o quão esta tarefa tem sido difícil para os pais que tentam acompanhar os filhos que estão nos ciclos de ensino mais exigentes. Sim, abençoados sejam os professores e educadores, e que neste momento, mais que nunca, devem ser valorizados. Não só porque os pais ao tentarem assumir o seu papel conseguem perceber a complexidade do seu trabalho, mas também pelo esforço que têm feito para continuar a acompanhar os nossos filhos à distância.

Entretanto nalguns casos, como o meu, temos o “Teletrabalho”, nome pomposo que até parece coisa prática, mas que de prático não tem nada quando se tem duas crianças para cuidar ao mesmo tempo.

Mais tempo em casa, mais coisas desarrumadas. No meio disto tudo temos as tarefas domésticas. Entre preparar refeições, aspirar a casa 3 vezes ou mais, porque o mais pequeno começou a gatinhar, higienizar tudo porque o “Sacaninha” do Corona anda por aí e arrumar brinquedos espalhados 20 vezes, temos 2 minutos para sentar na mesa da cozinha e respirar, mas entretanto o pequeno começa com as suas birras, porque está na fase colo, colo e mais colo, e lá se foram os preciosos dois minutos de descanso.

Encaro o que referi como as frentes de guerra, temos estas frentes, mas na verdade a pior delas todas tem sido a gestão emocional. Com tudo o que referi temos ainda de lidar e gerir toda a informação que nos chega através da comunicação social, que tem sido devastadora. Gerir as emoções dos miúdos, que não é fácil mantê-los em casa e fazê-los ver a importância de nos mantermos isolados. Gerir o nosso medo de sermos infetados pelo vírus ou que algum dos nossos o seja. O medo e a incerteza do impacto que isto terá na nossa vida financeira. Lidar com o isolamento social e a espécie de enclausuramento que estamos a viver. Se tem sido fácil? Não tem! Há momentos desesperantes, angustiantes, de incerteza, em que a nossa única e exclusiva vontade é sentar no chão e chorar ao lado do miúdo mais novo. Mas não podemos, porque em tempo de Guerra não se limpam armas. E pensando nos médicos, enfermeiros e todos os outros que estão na linha da frente desta Guerra nós SÓ temos de usar a nossa arma mais eficaz que é FICAR EM CASA, e que comparando com as lutas que eles têm diariamente não é nada. Portanto deixemo-nos de desmoralizações, façamos o nosso papel e logo logo tudo volta à normalidade, cientes que este “Sacaninha” veio para ficar e que ainda vamos ter muitas batalhas pela frente. Mas a guerra, essa, vamos vencer! E nestas coisas tenho sempre um sentimento que nós portugueses somos iluminados, somos um povo de grandes feitos e este vai ser mais um deles. Deixem-me sonhar e pensar que vamos derrotar este inimigo além das expetativas, pelo menos é isso que me dá força para ir em frente e não me sentar no chão.

21 de março de 2020 

Joana Efigénio,
Mãe do G.

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