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A escola azul, a B. e a sua mãe

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Esta quinta-feira entendi que não ia por a B. à escola, queria lhe dar uma "folga" e fazer umas atividades que já estavam prometidas há alguns dias. Uma delas era ir de manhã, com a maré baixa, à praia para apanhar conchas, pedras e pedrinhas que usamos para fazer umas artes plásticas minimalistas, mas que nos deixam orgulhosas às duas. 

Lá fomos nós, com a nossa rede de caçar borboletas (que nunca caçou nenhuma), apanhar as nossas conchinhas.
Tudo a correr de vento em popa, mas assim que entramos na praia a B. para, olha com um ar de muita admiração, negativa, e diz-me que a praia estava toda suja, que os meninos que ali tinham estado não tinham levado o lixo. Eu expliquei que algum do lixo vinha também com a corrente e acabava por ficar na praia, mas que isso significava que o lixo tinha ido parar ao mar primeiro, claro, e segui para continuarmos a nossa missão.
Quando olhei já vinha a B. com duas garrafas de plástico na mão, e o meu instinto foi dizer-lhe para deixar as garrafas que eram lixo, não se mexia no lixo da rua. Foi isto que ouvi a vida toda! Mas ela, com um ar assertivo, disse "Oh mãe, e vamos deixar o lixo aqui na praia? Vai voltar para o mar. Vamos apanhar o lixo e pôr no contentor e a seguir apanhamos as conchas".

Sabem aqueles 30 segundos do "silêncio do orgulho"? Só ali parada a admirar a minha filha a ensinar-me e elucidar-me do que era certo fazer!
E assim foi, apanhámos todo o lixo que conseguimos, fizemos 3 viagens da praia para os ecopontos porque a nossa rede de borboletas e 4 mãos eram demasiado pequenas para tanto lixo.

A SCMA tem desenvolvido um projeto, a "Escola Azul", de que a minha filha tem falado muito, e esta foi a que mais marcou. Senti-me mesmo na obrigação de partilhar com as educadoras o orgulho que era para mim, enquanto mãe, ver este desenvolvimento da compreensão das questões ambientais que a minha filha tem mostrado. Da maneira preocupada com que olha, e me faz olhar, para o lixo na rua que às vezes a mim já me passava despercebido. Ao lembrar-me todos os dias de pôr os legumes e fruta todos no mesmo saco, na mercearia, ao invés de andar a utilizar um saco de plástico para cada coisa. Que me diz para fechar a torneira para não acabar a água. Que me faz lembrar e pôr em prática coisas que, apesar de saber que eram importantes, não dava a devida importância.

Por isto, e por outras causas também trabalhadas, quero deixar um profundo agradecimento à Santa Casa e aos seus projetos maravilhosos que, além de os ajudarem a crescer, ajudam a crescer na direção certa. É um privilégio como mãe partilhar destes vossos ensinamentos através da minha "Maravilhosa".
Obrigada! ❤
                    

Filipa P.

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