Breve Historial
A fundação da Santa Casa da Misericórdia de Almada insere-se no contexto da criação das Misericórdias portuguesas pela Rainha D. Leonor, sob o patrocínio de frei Miguel Contreiras, e na sua consequente proliferação pelo reino durante a primeira metade do século XVI. Constituída em Maio de 1555, por iniciativa de cerca de cento e trinta personalidades notáveis, homens bons, moradores ou naturais da vila, a confraria da Misericórdia da vila de Almada foi o lar de pessoas ilustres, homens das artes, das letras e das armas como o cronista-mor do reino Francisco de Andrada, Fernão Mendes Pinto, autor da Peregrinação, Manuel de Sousa Coutinho, futuro frei Luís de Sousa, D. Álvaro de Abranches e Câmara, um dos heróis da revolução de 1 de Dezembro de 1640, entre outros.
No dia 2 de Julho, dia de Nossa Senhora da Visitação, orago e festa da confraria, fazia-se a eleição dos treze irmãos que haviam de administrar a irmandade durante um ano. À semelhança das outras Misericórdias, também na irmandade almadense eram as catorze obras de misericórdia, retiradas dos evangelhos de S. Marcos e das Epístolas de S. Paulo, que norteavam o exercício das funções de cada membro.
No cumprimento das obras corporais, os irmãos visitavam os doentes no hospital da vila e iam a casa dos «pobres envergonhados». Os presos pobres não eram esquecidos pela irmandade. Visitavam-nos, pagavam as importâncias necessárias para a sua libertação, encarregavam-se da sua defesa, socorriam-nos em caso de doença e cuidavam para que se confessassem e comungassem. Cumprindo as obras espirituais, o capelão da igreja da Misericórdia, celebrava missas pelos irmãos defuntos, pelos benfeitores e as missas obrigatórias do calendário litúrgico. Ao capelão competia também ministrar os sacramentos da eucaristia e da confissão aos enfermos.
A Misericórdia de Almada tornou-se, pela sua intervenção, uma força dinâmica na sociedade almadense, função que perdurou até aos nossos dias. Constitui, por si só, um património histórico-cultural da memória colectiva de todos os que habitam nesta outra banda.
Bibliografia - FLORES, A.; COSTA, P., Misericórdia de Almada: Das origens à Restauração, Almada, S.C.M.A., 2005
No dia 2 de Julho, dia de Nossa Senhora da Visitação, orago e festa da confraria, fazia-se a eleição dos treze irmãos que haviam de administrar a irmandade durante um ano. À semelhança das outras Misericórdias, também na irmandade almadense eram as catorze obras de misericórdia, retiradas dos evangelhos de S. Marcos e das Epístolas de S. Paulo, que norteavam o exercício das funções de cada membro.
No cumprimento das obras corporais, os irmãos visitavam os doentes no hospital da vila e iam a casa dos «pobres envergonhados». Os presos pobres não eram esquecidos pela irmandade. Visitavam-nos, pagavam as importâncias necessárias para a sua libertação, encarregavam-se da sua defesa, socorriam-nos em caso de doença e cuidavam para que se confessassem e comungassem. Cumprindo as obras espirituais, o capelão da igreja da Misericórdia, celebrava missas pelos irmãos defuntos, pelos benfeitores e as missas obrigatórias do calendário litúrgico. Ao capelão competia também ministrar os sacramentos da eucaristia e da confissão aos enfermos.
A Misericórdia de Almada tornou-se, pela sua intervenção, uma força dinâmica na sociedade almadense, função que perdurou até aos nossos dias. Constitui, por si só, um património histórico-cultural da memória colectiva de todos os que habitam nesta outra banda.
Bibliografia - FLORES, A.; COSTA, P., Misericórdia de Almada: Das origens à Restauração, Almada, S.C.M.A., 2005